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SÉRGIO MENEZES


  Postado dia 09/06/2021 categoria Arquidiocese por usuário Karina Freitas.


SÉRGIO MENEZES, NOSSO MUITO OBRIGADO

  Com imensa tristeza no rosto, coração apertado, no último dia 05 de maio, quarta-feira, recebemos à noitinha, o comunicado de falecimento do nosso querido irmão, amigo, companheiro de caminhada, Sérgio Derli Menezes Helmuth.

  Vivemos num tempo de pandemia, da Covid-19, período de afastamento social, de muitas preocupações e perdas, que nos são caras. Direta e indiretamente, temos muitas vítimas deste tempo atípico. O Sérgio era diabético e ultimamente vivia um quadro depressivo. O isolamento, o afastamento humano, contribuíram para a piora de seu quadro de enfermidade. Após um procedimento hospitalar, precisou enfrentar uma bactéria agressiva, resistente, que acabou levando-o a óbito.

  O Sérgio viveu 53 anos, dos quais mais de 30 num intenso engajamento pastoral e comunitário, comprometido com uma Igreja Missionária, presente na vida do povo simples, povo pobre. Uma Igreja com rosto samaritano, profético, solidário, com belo testemunho de despojamento. A vida toda foi vivida nesta direção, por isso, viveu pobre e morreu pobre. Recordemos do pobre Lázaro que vivia das migalhas que caia da mesa do rico. Não tinha salário, se mantinha da partilha das comunidades e de líderes das pastorais.

  No engajamento pastoral e comprometimento comunitário, o Sérgio atuou vários anos na coordenação e animação das pastorais da Saúde e Criança. Nossas comunidades são conhecedoras do seu trabalho, principalmente na formação das líderes, na maioria mulheres, simples das pequenas comunidades.

  O Sérgio pelos seus dons, formação, também atuou nas coordenações diocesanas, nos conselhos e assembleias. Nas CEBs, nos encontros, nas reuniões em todos os níveis, sempre presente, com ideias fortes, chamando para a realidade concreta da vida do povo. Mas, como disseram as várias manifestações, não queremos ficar ou celebrar a tristeza, mas sim, sermos gratos pelo seu testemunho, seu engajamento, com aquela consciência que a missão deve continuar, na atenção aos pobres, os pequenos. O Sérgio foi sepultado em Cachoeira do Sul, junto aos seus familiares. Também aqui, foi missionário, despojado. Serviu num lugar e ocupou outro para o descanso do corpo. Muitas lideranças acompanharam este momento, sendo generosos também na parte financeira.

  A partida do Sérgio, também deve nos educar mais na vigilância, na vivência da espiritualidade do cuidado, do zelo. No afastamento humano, vem também a tentação de fechar-se no mundo, no ambiente da gente. E, tem muitos precisando de uma palavra, de um telefonema e até mesmo de uma visitinha. Claro, com aqueles cuidados necessários.

  Por fim, devemos nos cuidar. Cuidar-se de si é importante. Eu, Pe. Jair, sempre disse, o grande pecado do Sérgio foi cuidar pouco de si mesmo, nos seus hábitos e no seu tempo. Sempre muito ocupado, envolvido em cuidar dos outros. Veio para servir e para que os outros tenham vida. Isso era praticamente seu lema sacerdotal. Verdadeiramente, ficou um abençoado testemunho que alimenta a caminhada. 

Sérgio Derli Menezes Helmuth = presente na caminhada dos pequenos do Reino...